Vuadora

Vuadora
29 March 2022
A exposição Vuadora reúne um apanhado de mais de 20 anos da produção de Paulo Nazareth. A mostra, com curadoria de Fernanda Brenner e Diane Lima, apresentará uma combinação de aproximadamente 180 trabalhos icônicos – como as séries Cadernos de África e a coleção Produtos do Genocídio – e obras especialmente comissionadas para a ocasião.
Em 2011, Paulo Nazareth partiu de Minas Gerais em uma jornada de milhares de quilômetros até os Estados Unidos, onde participaria de uma exposição na Art Basel Miami. Ao invés de “voar” até este que é um dos mais importantes eventos internacionais de arte contemporânea, Nazareth escolheu percorrer a pé boa parte do que se convencionou chamar de América Latina para chegar ao seu destino.
Descrito pelo artista como uma residência em trânsito – ou talvez uma residência acidental -, o projeto Notícias de América é o resultado de um ano de vivências e trocas intensas com as pessoas que foi conhecendo pelo caminho registradas em uma ampla combinação de imagens, diários e objetos encontrados. Em 2022, onze anos após o marco inicial de uma metodologia de trabalho que o artista vem adotando desde então, o Pivô o convida a revisitar sua condição de errante em face às crescentes restrições de mobilidade impostas por fronteiras econômicas, sociopolíticas e, mais recentemente, sanitárias na segunda década do século XXI. Ao percorrer longas distâncias, Nazareth investiga e expõe as estruturas sociais, políticas e afetivas dos territórios por onde passa.
Sua jornada pessoal é também um retrato das contradições e dos efeitos deletérios do colonialismo, do racismo e do capitalismo global na América Latina e na África, onde nasceu e de onde vieram seus ancestrais. Ao partir de sua cidade natal, Paulo Nazareth levou apenas cinco itens: sua vida, o passaporte, um disco rígido e alguns itens pessoais. Ele relata que perdeu tudo menos sua vida, sua carteira e seu otimismo. Nazareth é um nômade radical, um artista que leva o binômico arte-vida às últimas consequências, sempre colocando o próprio corpo e suas experiências a serviço de uma discussão ampla sobre injustiças ancestrais e, através da arte, torna perceptível o que então permaneceria oculto.
Pivô
Edifício Copan, loja 54
Avenida Ipiranga, 200
São Paulo/SP, Brasil
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