Brasil anuncia Red List para mapear e combater o tráfico de objetos culturais

Litografia da vista de S. Sebastião do Rio de Janeiro, tirada da Ilha das Cobras, Alemanha, séc. XIX, 34,2 x 44,2 cm. © FBN
3 Avril 2023
Magazine América Latina
2 min de lecture
A lista visa identificar e mapear bens culturais brasileiros em risco de tráfico.
Em fevereiro deste ano, foi lançada aRed List Brasil – a Lista Vermelha de objetos culturais brasileiros em risco, projeto desenvolvido pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) em cooperação com o Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles para identificar e mapear patrimônios culturais brasileiros em risco de tráfico.
A lista é baseada na metodologia da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que é uma das mais respeitadas e reconhecidas em todo o mundo para avaliar o risco de extinção de espécies animais e vegetais.
No caso da Red List Brasil, a metodologia é aplicada para avaliar a situação de peças protegidas por legislação e sob risco de tráfico, descritas e ilustradas com fotografias para ajudar agentes fiscalizadores a ter repertório visual para identificar possíveis movimentações ilegais de objetos culturais, como fósseis, arte sacra, mapas, livros, peças etnográficas, arqueológicas, arte religiosa africana e histórias em quadrinhos.
“O Brasil ocupa o 26º lugar na lista dos países com maior número de objetos culturais roubados e tem uma taxa de recuperação extremamente baixa. A Red List é uma conquista importante brasileira, que atuará de forma complementar às ferramentas do IBRAM e do IPHAN na proteção do nosso patrimônio cultural”, afirma a presidente do ICOM Brasil, Renata Motta.
A lista de objetos brasileiros é a 20ª publicação da Red List feita pelo ICOM. Ela foi lançada no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo com a presença da ministra da cultura, Margareth Menezes; da presidente global do ICOM, Emma Nardi; e da presidente do ICOM Brasil, Renata Motta. Também participaram do evento lideranças indígenas, como Carlos Papá, Guarani Mbya (sócio-fundador do Instituto Maracá); Cristine Takuá, Maxacali (diretora do Instituto Maracá); Susilene Deodato, Kaingang (Museu Worikg / Sol Nascente); Fabiana Damaceno Adilson, Kaingang/Krenak (Museu Akãm Orãm Krenak / Novo Olhar Krenak) e Elizeu Caetano, Tupy Guarani (Casa da Memória).
Annonce

Fundação Bienal de São Paulo announces the curatorial team for its 37th edition

The Bahamas Pavilion returns to the 61st Venice Biennale after a thirteen year hiatus

Peruvian artist Antonio Paucar wins 11th edition of Artes Mundi Prize
Annonce

Yina Jiménez Suriel y Raphael Fonseca son los directores artísticos de la Bienal Sequences de Islandia

MAM São Paulo anuncia Diane Lima como curadora do 39º Panorama da Arte Brasileira
