Ouvindo o que se é para ser e estar presente nas cores da vida

Ouvindo o que se é para ser e estar presente nas cores da vida
A Galeria Leme apresenta a primeira exposição individual da artista Heloisa Hariadne.
Em Ouvindo o que se é para ser e estar presente nas cores da vida, Heloísa Hariadne expõe uma série de pinturas sobre as memórias que seu próprio corpo carrega. Nesse retrato íntimo de seus interesses - que passam pelo desejo de repensar a conexão entre o humano e natureza, a consciência alimentar, a biologia, a ancestralidade e o resgate de saber dos povos originários - a artista criar narrativas de um corpo poético que busca construir seus espaços de liberdade, contrapondo suas memórias afetivas às limitações dos registros históricos oficiais.
Atravessadas por uma profusão de cores e uma intensa repetição dos elementos expressivos de suas composições pictóricas; as pinturas são mediadas pela presença e ausência da figura humana. Aqui, o corpo assume, conscientemente, um papel subjetivo da elaboração da memória, que guarda em si gestos, oralidades, lembranças traumáticas, performances e repertório. Não obstante, na figura humana a gestualidade fica evidenciada, conferindo à ela um caráter expressivo, no qual a textura empregada acentua uma materialidade que traz à forma uma identidade própria cheia de complexidades e ambiguidades.
A exposição de Heloisa apresenta a importância de pensarmos a história como um processo perene de transformação, no qual para alcançar o futuro é necessário o resgate de algo que é anterior à nossa existência, buscando uma harmonia regenerativa entre corpo, memória, ancestralidade, natureza e o mundo estabelecido.
Heloisa Hariadne: Carapicuíba, 1998. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.
Heloisa realizou a exposição individual Heloisa Hariadne, na Matilha Cultural (2019); e as exposições coletivas Enciclopédia Negra, Pinacoteca de São Paulo (2021), Monster High, Olhão Space (2021), Montagem Povera, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (2020), Garota Mais Feia da Sala, Ateliê 397 (2019), A Noite Não Adormecerá Jamais aos Olhos Nossos, Galeria Baró (2019); e realizou as performances AEAN Ambiente de Empretecimento da Arte Nacional - A Favor da Descolonização Cultural, Centro Cultural São Paulo (2019), Obras e etapas, na Redbull Station (2019).
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