Redes, colaboração e resistência em/entre Portugal e Brasil

Redes, colaboração e resistência em/entre Portugal e Brasil
20 Juillet 2021
Clôture: 5 septembre 2021
As Galerias Municipais têm o prazer de apresentar Redes, colaboração e resistência em/entre Portugal e Brasil, 1962-1982, uma exposição com publicações coletivas do Arquivo Fernando Aguiar e da Coleção Moraes-Barbosa.
O Arquivo Fernando Aguiar (Lisboa, Portugal) contém cerca de 50.000 itens relacionados com a poesia experimental e visual, performance, arte postal, livros e edições de artista, Fluxus e arte conceptual, com destaque para a componente da poesia experimental portuguesa.
A Coleção Moraes-Barbosa (São Paulo, Brasil) é um repositório de arte conceptual e videoarte além de um arquivo de 15.000 objetos de dança e performance, música experimental, poesia visual, revistas e publicações de arte.
Destes dois arquivos privados foram selecionadas 34 publicações coletivas (livros, revistas, catálogos), disseminadas em redes informais, das quais se destacaram 75 obras de 41 poetas e artistas: Abílio-José Santos, Álvaro de Sá, Ana Hatherly, Ânima, António Aragão, António Dantas, António de Campos Rosado, António Nelos, Ariel Tacla, Augusto de Campos, Décio Pignatari, Edgard Braga, E. M. de Melo e Castro, Erthos Albino de Souza, Haroldo de Campos, Iberê, José-Alberto Marques, José Lino Grünewald, Julio Plaza, Leonhard Frank Duch, Liberto Cruz, Manuel de Seabra, Neide Sá, Nei Leandro de Castro, Nenn, Omar Khouri, Paulo Miranda, Pedro Osmar, Pedro Tavares de Lima, Pedro Xisto, Peo, Quirinus Kuhlmann, Regina Silveira, Régis Bonvicino, Ronaldo Azeredo, Salette Tavares, Silvestre Pestana, Sílvio Antonio Spada, Ubirajara Ribeiro, Willy Corrêa de Oliveira e Wlademir Dias-Pino.
Partilhando a língua portuguesa mas atuando em rede e circulando internacionalmente, estas obras permitem-nos entender uma variedade de coordenadas e práticas estéticas situadas na confluência de rede, colaboração e resistência. Por outro lado, os formatos e canais alternativos usados parecem prenunciar o modo como diferentes códigos e processos artísticos se misturam e agitam na atual sociedade em rede.
Ao identificar formas análogas de expressão que constituem atos comuns de resistência em Portugal e no Brasil, ainda que em tempos diferentes e em diálogo com comunidades distintas, torna-se possível observar uma intervenção social vital, promovendo uma ação poética e política, acionada por operações críticas de reinvenção da leitura e da escrita, da participação e da produção, da liberdade e da resistência.
As publicações escolhidas para esta exposição estão associadas a grupos ou movimentos mais ou menos locais (Poesia Experimental, Noigandres, Invenção, Poema/processo, Código, Arte postal, etc.). Porém, ao invés de abordar esses movimentos como eventos sincrónicos depositários de uma identidade local, examina-se a forma como a sua atividade cooperativa desencadeou formas radicais de inovação que sobreviveram aos seus próprios movimentos.
Galerias Municipais
Av. da Índia, 170
1300-299 Lisboa
Visitação: Terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h.
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