
Vista da instalação, Pavilhão das Bahamas, In Another Man’s Yard: John Beadle, Lavar Munroe and the Spirit of (Posthumous) Collaboration. Obras de John Beadle. Foto: Camila Gonzatto
Vista de instalação
61ª Bienal de Veneza: Pavilhões Nacionais
Nesta Installation View, destacamos alguns dos Pavilhões Nacionais latino-americanos e caribenhos apresentados na Bienal deste ano, incluindo Bahamas, Brasil, Cuba, Equador e México.
Bahamas
Com curadoria de Krista Thompson e intitulada In Another Man’s Yard, a exposição do Pavilhão das Bahamas reúne obras de John Beadle (1964-2024) e Lavar Munroe (n. 1982), artistas cujas práticas são moldadas pelos universos visuais e sociais das Bahamas e da diáspora africana de forma mais ampla.
Brasil
O Pavilhão do Brasil, Comigo ninguém pode, estabelece um diálogo entre as artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão sob curadoria de Diane Lima. Nas obras apresentadas, ambas abordam feridas e traumas coloniais. O título faz referência à planta comigo-ninguém-pode, símbolo de proteção no Brasil, bem como à expressão popular associada à força e à resistência.
Cuba
Hombres libres é o título do Pavilhão Cubano. Com curadoria de Nelson Ramírez de Arellano Conde, a exposição reúne obrasescultóricas de Roberto Diago. O título homenageia cimarrones (quilombolas) que escolheram a morte em vez da escravização, bem como pessoas que lutaram por liberdade.
Equador
Reunindo obras do coletivo indígena anticolonial Tawna e do artista Oscar Santillán, este é o primeiro pavilhão oficial do Equador na Bienal de Veneza. Com curadoria de Manuela Moscoso, as obras retratam distintas formas de criação de mundos humanos e não humanos, com ênfase em narrativas andinas e amazônicas.
México
No Pavilhão Mexicano, a curadora Jessica Berlanga Taylor apresenta o trabalho de RojoNegro, dupla formada por María Sosa e Noé Martínez, sob o título Actos invisibles para sostener el universo [Atos invisíveis para sustentar o universo]. O espaço é concebido como uma invocação de inteligências materiais, corporais e espirituais com a intenção de reparar fraturas do mundo contemporâneo.
Sobre o autor
Camila Gonzatto
Camila Gonzatto é editora da C&AL.
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